Palestra: Educar os filhos para serem bons amigos

A jornada da amizade: educar filhos para serem bons amigos

Em uma sociedade em que as relações humanas estão mais frágeis – muitas vezes resumidas a uma simples troca de mensagens pelo celular – e perigosas – nunca podemos ter certeza de quem é a  pessoa com quem estamos falando –, e, por isso, as verdadeiras amizades parecem cada vez mais raras.

Assim, é natural que pais e educadores, preocupados com a formação integral de crianças e adolescentes, se interessem por esse tema. É por essa razão que nós, do Catamarã, organizamos uma palestra para os pais dos nossos alunos. Nela, começamos por definir corretamente o que é amizade, para só depois passar ao que os pais podem fazer para ajudar os filhos a serem e terem bons amigos.

 

A amizade como virtude fundamental

A amizade, conforme explorada por Aristóteles, começa com o indivíduo, expande-se para as relações interpessoais e culmina na relação com Deus. Este caminho destaca a amizade não apenas como uma interação social, mas como uma virtude que sustenta a felicidade e o bem-estar humano. Um ser humano sem amigos seria um triste ser humano, por que lhe faltaria algo fundamental para o pleno desenvolvimento da sua personalidade.

 

A importância da amizade na educação

Embora a amizade seja celebrada em vários textos antigos, como nas obras do já citado Aristóteles, e na própria Bíblia, a educação moderna perdeu um pouco essa virtude de vista. No entanto, nunca é tarde para reconhecer o seu valor. Ela não é apenas fundamental para o desenvolvimento integral dos estudantes, como vimos, mas também pode ser uma estratégia para enriquecer a colaboração entre pais e professores. Através da amizade, podemos oferecer aos jovens um modelo de virtudes, como a generosidade, a sinceridade e a paciência, fundamentais para o seu desenvolvimento integral.

 

A convivência não garante a amizade

O primeiro ponto a ter em conta é que a simples convivência entre pessoas não garante relações de amizade. Tanto é assim, que fazemos informalmente a distinção entre “conhecidos”, “colegas” e “amigos”.

Isso acontece porque a verdadeira amizade depende, para se desenvolver, de dois fatores:

  • autoconhecimento: a pessoa que quer fazer amigos precisa antes conhecer os próprios talentos e limites. Precisa, como dizia Aristóteles, ter uma amizade consigo própria, conhecer qual é o bem para si e desejá-lo.
  • segurança afetiva: a segurança afetiva permite que a pessoa se sinta firme em seus valores, sentimentos e vontades para poder manifestá-los ao amigo.

É por isso que o simples “estar na escola” e conviver com os colegas não garante que nossos filhos façam amigos. É preciso que eles se desenvolvam nesses dois aspectos para poderem conquistar a virtude da amizade.

Com esses dois aspectos da personalidade desenvolvidos, crianças e adolescentes poderão entregar-se em relações de amizade verdadeiras – ou seja, relações que ajudam os dois amigos a melhorar –, sem correr o risco de se dissolverem em grupos de “pessoas erradas” ou, pior, tornarem-se eles próprios as “pessoas erradas”.

Estratégias para cultivar a amizade

Em casa

O ambiente familiar desempenha um papel fundamental na formação das crianças, especialmente no que diz respeito à amizade. É lá que elas iniciam sua jornada de autoconhecimento e desenvolvem a segurança emocional necessária para se relacionarem com os outros. Pais e responsáveis têm a importante tarefa de demonstrar, por meio de suas ações e relações, o valor e a prática da amizade. Atividades compartilhadas, diálogos abertos e o exemplo de relacionamentos saudáveis são essenciais nesse processo.

Na escola

Assim como em casa, os professores e educadores também desempenham um papel crucial na promoção da amizade. Eles fazem isso principalmente através do exemplo: demonstrando boas relações entre si, com os pais e com os alunos. Além disso, por meio das práticas em sala de aula, eles podem criar um ambiente de cooperação e espírito de serviço, fatores essenciais para cultivar verdadeiras amizades.

 

Por fim, no Catamarã, contamos com um diferencial importante: o trabalho dos tutores. Com o apoio dos pais, ajudamos os estudantes a se conhecerem melhor e a aprimorarem suas próprias personalidades.

A amizade vai além de uma simples emoção ou sentimento; é uma virtude que deve permear todas as relações dentro do contexto educacional. Ao cultivarmos amizades verdadeiras, não apenas enriquecemos nossas próprias vidas, mas também contribuímos para uma sociedade mais unida, compassiva e ética. Pais e professores, trabalhando juntos com base nos princípios da amizade, têm o poder de transformar a educação e moldar o futuro de nossos jovens.

Palestra: Educar os filhos para serem bons amigos

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